Essa aula contém Têrmos Básicos que serão usadas durante o curso. Têrmos mais específicos serão dados nas aulas referentes.

Clique no botão Você sabia ? e aprenda algumas curiosidades.


AULA 01 - CONHECENDO ALGUMAS PARTES DE UM BARCO

1. OBRAS MORTAS
Toda a estrutura do barco que fica acima da linha d'água.

2. OBRAS VIVAS
Toda a estrutura do barco que fica abaixo da linha d'água.


CASCO é o corpo do barco desconsiderando: mastreação, aparelhos e acessórios.

1. COSTADO
Parte do casco acima da linha d'água.

Borda Livre é a altura do costado.

2. CARENA Parte do casco abaixo da linha d'água.

Calado é a altura da carena.
Ele determina a profundidade limite
da água para que o barco não encalhe.


Os barcos modernos têm seus cascos feitos em
fibra de vidro e/ou fibra de carbono.


1 - LINHA D'ÁGUA é a linha imaginária que delimita as Obras Vivas das Obras Mortas


2. COMPRIMENTO DA LINHA D'ÁGUA
Comprimento do casco, desconsiderando os avanços de proa e popa.

Também chamada de linha de flutuação,
seu valor depende da carga que a embarcação leva.


3. COMPRIMENTO DO AVANÇO DE POPA Parte do casco abaixo da linha d'água

4. COMPRIMENTO DO AVANÇO DE PROA Parte do casco abaixo da linha d'água

5. COMPRIMENTO DE RODA A RODA Comprimento total do casco, sem contar os adicionais (ex.: leme na popa, etc).



PLANO DE FLUTUAÇÃO é a linha imaginária que corta o casco horizontalmente rente a linha de flutuação.

Analisando o barco pelo Plano Horizontal temos:

Linha Mediania é uma linha imaginária que vai de
proa a popa (1-2), dividindo simétricamente o casco.

1. POPA Parte posterior de uma embarcação (ou extremidade de ré do casco).

2. PROA Parte anterior de uma embarcação (ou extremidade de vante do casco).

O Bico de proa é a parte mais extrema da proa.

3. BOMBORDO (BB) Parte do casco à esquerda da linha imaginária que une popa-proa, considerando que se está olhando para a proa.

4. BORESTE (BE) Parte do casco à direita da linha imaginária que une popa-proa, considerando que se está olhando para a proa.

Boreste e Estibordo são têrmos semelhantes.
Boreste é o têrmo adotado pelo Marinha brasileira.


5. ALHETA DE BOMBORDO Parte do costado entre a popa e o través, no bordo BB.

6. TRAVÉS DE BOMBORDO Direção perpendicular à quilha, do lado do bordo de BB.

7. AMURA DE BOMBORDO Parte do costado entre a proa e o través, no bordo BB.

8. AMURA DE BORESTE Parte do costado entre a proa e o través, no bordo BE.

9. TRAVÉS DE BORESTE Direção perpendicular à quilha, do lado do bordo de BE.

10. ALHETA DE BORESTE Parte do costado entre a popa e o través, no bordo BE.



SEÇÃO MESTRA é a seção do casco correspondente a sua maior largura (Boca).

Analisando o barco pelo Plano Vertical temos:


1. BOCA Maior largura do casco.

2. CONTORNO Medida externa de borda a borda passando pela quilha, feita no ponto de largura máxima do casco.

3. BORDA Faixa limite do casco que separa o costado do convés.

4. FUNDO Superfície molhada do casco.

5. QUILHA Peça estrutural (madeira/aço) que fica na base do casco (em seu plano diametral), ao longo de seu comprimento. Nos barcos de fibra, a quilha foi substituida por uma faixa reforçada de fibra.



ESTAIAMENTO é o conjunto de ovéns, brandais e estais, que dão sustentação a mastreação.

Estaiamento de barcos pequenos

Estaiamento de barcos grandes


1. MASTRO Haste longa de madeira, aço, alumínio ou fibra de carbono que fica mais ou menos vertical ao convés e serve para sustentar as velas.

Enora é uma abertura no convés
por onde passa o mastro, para ser fixado.


2. TOPE DO MASTRO Ponto mais alto do mastro.

3. CRUZETAS Verga colocada a determinada altura do mastro, para passagem dos ovéns e reforço estrutural do mastro. Mastros maiores podem ter mais de um par de cruzetas.

4. OVÉNS SUPERIORES Cabo de sustentação do mastro para as bordas.

5. MACACOS ESTICADORES Peça usada para tesar o estaimento do mastro, dando mais tensão ou folga ao cabo. É dessa forma que se regula a posição e a inclinação do mastro.

6. OVÉNS INFERIORES ( BRANDAIS ) Cabo de sustentação do mastro para as bordas, a partir de determinada altura. Em geral, é mais usado em barcos maiores.





1. RETRANCA Verga fixada na parte de trás do mastro destinada a sustentação da esteira da vela grande. Pode ser feita de madeira, aço, alumínio ou fibra de carbono.

Garlindéu é uma peça de aço inox que prende a
retranca ao mastro, permitindo que a retranca tenha
todos movimentos (junta universal).


2. ESTAI DE PROA Estai que vai do topo do mastro até o bico da proa, sustentando o mastro para vante.

3. ESTAI DE POPA (BACK-STAY) Estai que vai do topo do mastro até o espelho da popa, sustentando o mastro para ré.

4. ESTAI VOLANTE DE PROA (BABY-STAY) Estai (brandal) volante que vai de um ponto determinado do mastro até o convés, para vante.

5. ESTAI VOLANTE DE POPA (RUNNING BACK-STAY) Par de estais (brandais) volante que podem substituir o estai de popa, no caso de barcos com retranca longa. Também podem ser usados para regulagem da curvatura do mastro.

Encapeladura é o ponto do mastro onde
os ovéns, estais e brandais são fixados.

Ovéns, estais e brandais são confeccionados em
cabos ou arames de aço.


LEME é a peça usada para governar o barco, dando a sua direção.


1. PORTA DO LEME Parte imersa do leme, que movimentada, altera a direção do barco.

2. DOBRADIÇAS Peças de fixação do leme ao espelho de popa.

3. MADRE Parte do leme acima da linha d'água, que trabalha junto a popa.

4. CANA DE LEME Peça que comanda o leme, podendo ter o formato delgada (barcos pequenos) ou de roda (chamada de roda de leme).

Para aumentar a área de manobra do timoneiro, pode-se adaptar na ponta da cana de leme uma extensão da cana de leme.



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