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03 - NOVAS REGRAS DE REGATA 2001-2004
02 - SEMANAS PRÉ-OLIMPÍCA, PRÉ-PANAMERICANA e COPA DA JUVENTUDE
01 - A REUNIÃO DA ISAF DE 11/2000 E SEUS REFLEXOS NA VELA BRASILEIRA


NOVOS TEMPOS PARA A VELA MUNDIAL


Com a morte anunciada do esporte amador, todos os dirigentes se viram em um determinado momento obrigados a competir fora de seus esportes. A competição agora não se resumia a resultados obtidos nos campos, nas raias, nos tatames ou em qualquer outro lugar onde se praticam esportes. A competição agora era entre os esportes.

O profissionalismo nos obriga a ter meios para manter nossos atletas em constante atividade em detrimento de suas vidas pessoais e de suas vidas econômicas. Como sustenta-los se o esporte os ocupa a maior parte do tempo? Uma única resposta se apresenta. Remunerá-los. Para tanto só existe algumas alternativas: o público pagante, o espetáculo televisivo e os patrocínios.

O eterno futebol já se profissionalizou há muito tempo, e usando destas alternativas garante hoje um grande público.

Nos Estados Unidos outros esportes logo implementaram estes recursos. O basquete, o rúgbi e o beisebol entraram na competição o que evitou que o futebol se instala-se lá com tanta força. Isto só foi possível com o profissionalismo.

Outros esportes, com seu romântico amadorismo só acordaram muito mais tarde.

Alguns despertam mais rápidos e se adaptam as novas eras. Simplificaram as regras, melhoraram o visual, dentre outras ações, tornando seus eventos espetáculos mais visuais, mais televisivos, mais fáceis de entender e torcer. E consequentemente, atraindo patrocinadores. Foi o caso do vôlei, o basquete, o tênis, as lutas marciais e por aí vão outros esportes.

E a nossa Vela o que fez? Nada. Não movemos uma palha em direção ao público, salvo alguns poucos eventos de iniciativa privada. Parecia que estávamos acima de todos, não nos preocupando com nada. Nossas regras de regata mais parecem brincadeiras de gato e rato. Quando o público começava a entender um pouco, lá vinham as mudanças nas regras, que ocorrem de 4 em 4 anos. O nome das classes olímpicas e pan-americanas quando começam a fazer parte do vocabulário do público, nós as trocamos. São exemplos dentre várias outras situações.

Ficamos sem público e sem ele perdemos as telas da televisão e a mídia impressa, e sem os dois perdemos os patrocinadores.

Felizmente a nossa Federação Internacional de Vela - ISAF acordou e nos apresenta, pela primeira vez, um Plano Estratégico da Vela Mundial para adequar nosso esporte aos tempos modernos, garantindo assim o seu crescimento.

Já em maio deste ano, a ISAF apresentará a todos os países as ações a serem feitas para que este Plano tenha total sucesso. Algumas ações já entraram em vigor, como a definição do novo formato da competição olímpica.

Estamos disponibilizando em nosso site (www.fbvm.org) a versão oficial em espanhol deste documento da ISAF.

São novos tempos que chegam para a Vela mundial. Caberá aos países abandonarem seus antigos conceitos e adotarem novos rumos. Quem se antecipar nestas mudanças, naturalmente terá mais vantagem sobre os demais.

Bons ventos



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